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Veja as principais demonstrações contábeis que a empresa deve ter!

o que a contabilidade faz pela empresa

Toda empresa, obrigatoriamente, precisa ter escrituração contábil, formada por livros e demonstrações contábeis de emissão obrigatória que abrangem as movimentações e resultados possíveis dos âmbitos financeiro e patrimonial de um negócio.

Porém, essas demonstrações podem ser usadas, ainda, como ferramentas de apoio à gestão empresarial e à tomada de decisões pela abrangência e exatidão nas informações apresentadas. Logo, vê-las apenas como obrigação legal é desperdício de ferramentas gerenciais.

Então, saiba melhor como essas demonstrações funcionam e quais dados exibem para utilizá-las no gerenciamento dos negócios.

Balanço Patrimonial

O Balanço exibe os resultados dos ativos e passivos da empresa de acordo com as suas movimentações, historicamente. Assim, demonstra a situação patrimonial do negócio e exibe qual é seu patrimônio líquido.

Dentro da demonstração, os ativos são os bens e direitos, como contas a receber, bens móveis e imóveis e estoque. Já os passivos são as obrigações, como pagamentos a funcionários, fornecedores e impostos.

Quanto ao patrimônio líquido, é o resultado da subtração do ativo pelo passivo, que deve ser positivo. Esse valor, apesar de ser uma posse do negócio, fica alocado no grupo do passivo.

Isso ocorre porque, tecnicamente, ele é devido aos sócios do negócio, sendo uma obrigação. Além disso, ambos os grupos devem somar os mesmos valores, o que a diferença — o patrimônio líquido — propicia estando entre os passivos.

Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)

A DRE considera apenas os valores que entraram e saíram da empresa no período para o qual está sendo emitido, revelando qual foi o resultado, o lucro líquido, para esse período determinado.

Para chegar ao resultado, o documento é estruturado no formato de valores positivos e negativos, que geram resultados parciais e o final. Veja um exemplo:

  • faturamento de serviços ou vendas: R$ 300.000
  • impostos: (−) R$ 38.000
  • devoluções ou cancelamentos de serviços: (−) R$ 18.000
  • RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA: R$ 264.000
  • despesas de vendas ou serviços: (−) R$ 70.000
  • LUCRO BRUTO: R$ 194.000
  • despesas gerais e administrativas (folha de pagamentos, aluguel e diversas outras): (−) R$ 90.000
  • LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IRPJ E DA CSLL: R$ 84.000
  • provisão de IRPJ e CSLL: R$ 0,00 (considerando uma empresa do Simples Nacional, que não tem o lucro tributado individualmente)
  • RESULTADO DO EXERCÍCIO: R$ 84.000

Os resultados parciais existem porque os fatores positivos e negativos vão progressivamente sendo colocados e calculados, até que se chegue ao último: o resultado final do período.

Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

A DMPL, como o nome sugere, computa as ocorrências que influenciaram o patrimônio líquido de um período, para mais e menos, e revela o seu resultado a partir dela.

Ela valida o resultado apresentado no Balanço Patrimonial e ajuda na avaliação do patrimônio do negócio de maneira mais detalha e focada no assunto.

A DMPL substituiu a Demonstrações de Lucro ou Prejuízos Acumulados (DLPA), que fazia o mesmo que a DMPL, mas focando apenas no lucro líquido. Com a substituição, a nova demonstração também passou a considerar o lucro, mas veio com uma proposta mais abrangente de leitura de informações e mudanças.

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)

Essa é uma das demonstrações contábeis não obrigatórias, apenas se a empresa tiver patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões, for uma instituição financeira ou ter capital aberto. Porém, é interessante voluntariamente elaborá-la e atualizá-la, pois é uma boa ferramenta de gestão financeira.

A Demonstração do Fluxo de Caixa organiza as entradas e saídas de dinheiro do negócio cronologicamente e com histórico, gerando no final o saldo do caixa da empresa. É uma excelente demonstração para avaliar despesas, comparar gastos com as receitas e acompanhar as movimentações das finanças com segurança e agilidade.

Notas explicativas

Assim como a DFC, as notas explicativas constam na escrituração contábil da minoria das empresas brasileiras.

Elas servem para complementar as demonstrações contábeis e ajudarem os usuários e leitores dos documentos a entenderem a situação que eles retratam e analisarem os números com mais facilidade. Legalmente, as seguintes situações implicam a necessidade de uma nota explicativa:

  • necessidade de indicação factual;
  • necessidade de informações na demonstração sobre eventos significativos das bases que deram origem aos números e resultados exibidos;
  • divulgação de informações que não estão em outra parte do documento da contabilidade da empresa por não se encaixarem a outros componentes da escrituração;
  • fornecimento de informações adicionais sobre eventos que geraram lançamentos contábeis e movimentações financeiras.

Livro Diário

O Diário é o livro que mais detalha as movimentações patrimoniais e financeiras e exibe todos os lançamentos existentes na contabilidade.

Pelo sistema de partidas dobradas, cada ocorrência é formada por dois lançamentos, que apropriam o valor do evento em crédito e débito, na origem e no destino do valor. Assim, o Diário exibe em cada registro os seguintes dados:

  • valor da operação;
  • destino do valor para débito ou crédito;
  • conta contábil utilizada no débito ou no crédito, a origem ou o destino do valor;
  • histórico, uma explicação breve da operação;
  • data.

Além de todos os lançamentos do período organizados cronologicamente, o Livro Diário também conta com termos de abertura e encerramento. Eles identificam o livro em questão, dão detalhes da escrituração, levam dados da empresa e datam a abertura e o encerramento do livro.

Livro Razão

O Razão tem como função registrar o movimento das contas contábeis e atestar que houve fechamento de valores entre elas, o que significa que os totais de débitos e créditos estão compatíveis.

Individualmente, cada conta contábil utilizada em um período de escrituração é totalizada no Livro Razão. E seu foco, ainda que abranja todas as contas existentes, é nas que influenciam o patrimônio.

Entre demonstrações e livros, citamos em quase todos os documentos os fatores lucro e patrimônio, mas a contabilidade também detalha muito bem os impostos da empresa e suas bases de cálculo. Ou seja, a escrituração também pode ser utilizada para análises tributárias e criação ou manutenção do planejamento tributário.

Mesmo assim, não é sempre que os empreendedores conseguem fazer uso analítico e estratégico das demonstrações contábeis em todo o potencial delas. Por isso, pode ser interessante contratar uma consultoria em tributos.

Quer saber se a sua empresa precisa de ajuda especializada nesse sentido? Entenda se vale a pena contratar uma consultoria tributária para seu negócio.

 

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